A GRANDE [CO]MISSÃO

Atualizado: 22 de Mai de 2019


Fui para alguns países da Ásia com um time de mídia incrível, com o objetivo de apoiar e documentar missionários brasileiros que moram nos Himalaias, Tailândia, Indonésia e Camboja. Foram mais de 7 projetos nessas nações de grande maioria fechada para o evangelho, sendo eles budistas, hinduístas ou islâmicos. Conhecemos missionários que se tornaram meus heróis na fé, me impulsionaram a ir mais fundo no meu papel da Grande Comissão.


O choque cultural foi imenso, principalmente quando saímos dos Himalaias. Estávamos em um dos países mais pobres do mundo e fomos para Bangkok, a capital da Tailândia, uma cidade bem rica. Vivenciamos os extremos entre pobreza e a riqueza. Mas foi então que eu percebi que, apesar de Bangkok ser um grande centro financeiro, as pessoas continuavam pobres: Elas necessitavam de algo maior. A cidade possui um dos maiores índices de prostituição e tráfico humano do mundo. Com isso, percebi que todos estavam sedentos de algo eterno e que toda a riqueza financeira do lugar não preenchia o vazio interior de uma vida sem conhecer Jesus.


Em uma de minhas orações, perguntei a Deus o que Ele estava vendo sobre aquelas nações, e então, como resposta, eu só consegui sentir um amor enlouquecedor do Pai por aqueles povos. É incrível como, de alguma maneira, esse amor está sempre nos cercando. Um amor que move tudo!


Conhecemos vários missionários, histórias, pessoas que moram na Ásia há mais de 15 anos e que já apanharam por pregar ou já foram presos, que correm o risco de vida o tempo todo por falarem de Jesus, sem contar as catástrofes que esses países estão mais propensos a ter, como terremotos e tsunamis.


Diante disso, fiquei pensando em quantas renúncias eles fizeram, porque são países tão diferentes da cultura brasileira. Muitos deles têm filhos, os quais já nascem em um estilo de vida diferente e precisam frequentar escolas budistas ou hinduístas, aprendendo muitos ritos das religões. Mas sabe de uma coisa que todos eles tinham em comum? Paixão por Jesus, a alegria em servir sem nunca reclamar e a convicção do seu papel na Grande Comissão.


“Jesus, aproximando-se, disse-lhes: Foi-me dado todo o poder no céu e na terra”. Ide, pois e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; instruindo-as a observar todas as coisas que vos tenho mandado. Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo.” – Mateus 28.18-20

A Grande Comissão - que pra mim nunca fez tanto sentido – é o entendimento de que todos nós somos comissionados, todos nós temos um papel muito importante como filhos. Jesus já nos enviou! Pensar nisso pra mim é uma honra! Jesus nos deu uma missão e é uma alegria poder fazer parte dos sonhos Dele nessa terra. Que incrível fazer parte de um plano tão grande como esse. Jesus acredita em nós e, para mim, isso muito empolgante!


O que precisamos é entender qual nosso papel nessa comissão. Se você não vai para o campo, você pode ajudar financeiramente, apoiar missionários e projetos. Se você não pode ajudar financeiramente, você pode ser um intercessor, ajudar no emocional dessas pessoas, ajudar na divulgação de informações e em muitas outras coisas. Você só não pode se esquecer de que foi comissionado e precisa ser intencional nisso.

De volta ao Brasil, consegui ter mais clareza sobre algumas coisas que nos aconteceram como um time e uma delas foi ver que só conseguimos ter êxito porque tivemos pessoas intercedendo e investindo financeiramente nos sonhos de Deus sobre o nosso projeto.


Quando vejo alguns dados sobre missões no Brasil, confesso que fico bastante chocada e bem triste! Os índices apontam que o Brasil é o segundo país que mais envia missionários, mas é o primeiro que os abandona. Não podemos mais apenas enviá-los na emoção do momento, mas é preciso nos posicionar como filhos maduros, ajudando-os constantemente, pois necessitamos um dos outros nessa caminhada, afinal, somos um corpo. Jesus acredita em nós e a terra está clamando a nossa manifestação!


Estávamos em uma vila no Camboja, em um dos projetos missionários com crianças. No momento em que peguei a câmera para filmar, não aguentei e comecei a chorar, o Espirito Santo estava a mexendo em algumas coisas dentro de mim naquele momento. Comecei a pensar no quanto é importante o trabalho daqueles missionários ali e Jesus ministrava em meu coração: “meus filhos têm o poder de mudar o destino de outras pessoas”. E é realmente isso! Quem tem o poder de mudar esses destinos, continua sendo eu e você!


Por Fernanda Prado

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