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Como entendi meu chamado missionário

Olá Perê! Que bom poder falar de um dos meus assuntos preferidos: Missões! Se você é um pouquinho como eu, basta ouvir essa palavra para que seu coração se aqueça. Quem sabe você já tenha se perguntado: “como saber se tenho um chamado e como devo me preparar para o IDE?". Se há dúvidas em seu coração, saiba que o Senhor tem respostas claras para cada uma de nós, basta atentar-nos para sua Palavra e conduzir nossa alma sinceramente ao Senhor. Então, antes de compartilhar um pouquinho de minha história em como me tornei missionária, quero te convidar a elevar a Deus sua própria oração. Pois, Ele te conhece melhor que você mesma e

tem pensamentos de paz ao seu respeito.


“Porquanto somente Eu conheço os planos que determinei a vosso respeito!’, declara Yahweh, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dor e prejuízo, planos para dar-vos esperança e um futuro melhor. Então me invocareis e chegareis a mim para orar, e Eu vos darei toda a atenção. Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração.” - Jeremias 29.11-13


Missões | Sementes lançadas na infância


Comecei a frequentar a igreja quando criança. Algo que me recordo é das histórias contadas sobre missões, tanto nas Escolas Bíblicas Dominicais, como nas Escolas Bíblicas de Férias. Uma dessas narrativas é a de uma irlandesa que quando menina queria ter olhos azuis e pedia isso em oração ao Senhor. Ela teve fé, mas não foi atendida. Porém, ao se tornar adulta, a pequena menina percebeu que seus olhos castanhos a aproximava do povo a quem Deus lhe dera. Para salvar crianças indianas, Amy se pintava com pó-de-café, ela se disfarçava para comprar meninos e meninas pobres que seriam sacrificadas nos templos. Essa é a história de “Olhos azuis - Amy Carmichael – Paixão pela vida missionária!”*


Além das histórias de minha infância, me lembro das canções que cantávamos e dos salmos entoados sobre os povos se dobrando diante de Deus. Todas as línguas, todas as nações em uma só voz exaltando aquele que é digno de Louvor. Não consigo descrever direito a sensação em meu peito quando ouço sobre missões, é algo que queima a minha alma e me faz despertar dos meus medos. Muitas vezes, nem consigo segurar as minhas lágrimas. Olha o que a Bíblia fala as nações adorando:


“Nações todas, louvai o SENHOR; povos todos, glorificai-o! Porquanto seu amor nos ultrapassa, e a fidelidade do SENHOR é para toda a eternidade. Aleluia!”

- Salmos 117.1-2


“E mais: “Louvai ao Senhor, todos os gentios, e louvem-no todos os povos”

- Romanos 15:11


“e eles cantavam um cântico novo: “Tu és digno de tomar o livro e de abrir seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação.”

- Apocalipse 5:9


“Em seguida, olhei, e diante de mim descortinava-se uma grande multidão tão vasta que ninguém podia contar, formada por pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam em pé, diante do trono do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas, empunhando folhas de palmeira.”

- Apocalipse 7:9,10


Com certeza, respondi meu primeiro apelo missionário em uma dessas Escolas Bíblicas. Saber tudo o que Jesus fez por mim, me faz querer contar ao mundo quem Ele é! Todas essas sementes lançadas em meu coração na minha infância e adolescência me fizeram ver minha história totalmente conectada a viver a vida para Deus. E a contar as boas novas da salvação.


Mas, como isso se dá tem sido muito diferente do que muitas vezes romantizei.

Além disso, você já deve ter ouvido falar que toda promessa passa pela prova do tempo, não é mesmo? Isso não foi diferente comigo e com muitos outros missionários. Cada chamado é único e cada processo, singular. Então, não devemos tentar colocar nosso chamado missionário em uma caixa. Essa é mais uma área em que precisamos parar de comparar.


IDE portanto, façam discípulos


Desde o “chamado” até propriamente o meu IDE passaram-se muitos anos e muitas coisas aconteceram nesse interim. Teve momentos em que duvidei do meu chamado porque aparentemente não estava acontecendo nada. Algumas vezes, até me senti rejeitada por Deus. Parecia que ele havia escolhido outras pessoas, mas não a mim. Às vezes, era como se Ele não me quisesse no campo missionário. Você também já se sentiu assim? Esquecida, preterida e não enviada? Mas, os anos se passaram e eu tenho entendido que mais do que termos um chamado, na verdade, fomos COMISSIONADAS! Sim! Há uma ordem expressa de Jesus sobre nós para que façamos discípulos de todas as nações.


“Então, Jesus aproximando-se deles lhes assegurou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide e fazei com que todos os povos da terra se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a obedecer a tudo quanto vos tenho ordenado. E assim, Eu estarei permanentemente convosco, até o fim dos tempos”.

- Mateus 28.18-20


Entendi que tinha um chamado porque meu coração ardia por Jesus e para que as pessoas o conhecessem como salvador. Mas, sobretudo entendo que meu chamado é fruto da revelação da Palavra e de todos os ensinos bíblicos ao longo dos anos. O que começou na infância se perpetuou na fase adulta. Fui despertada por Deus ao ouvir sua Palavra e não pude dizer não, pois ela se tornou irresistível. E você? Como se sente ao ouvir um sermão sobre missões? O que o amor de Deus desperta em você?


Quebrando paradigmas e abrindo o leque de possibilidades


Há muitas coisas que ainda precisamos compreender sobre missões para que nossos paradigmas sejam quebrados. Primeiro, não existe uma única forma de fazer missões principalmente na era em que vivemos. Estamos diante de um período único na história e precisamos buscar ao Senhor a fim de nos posicionarmos para esta época em específico.


Além disso, sabemos que nem todos nós vamos cruzar as fronteiras para que o evangelho se torne conhecido de todas as nações, ainda assim, TODOS somos convocados a participar direta ou indiretamente. Se não vamos cruzar as pontes, podemos dar suporte espiritual e financeiro para os que estão indo!


Sendo assim, faço um desafio prático para que eu e você possamos nos comprometer financeiramente em nos tornarmos parceiros de um missionário no Brasil ou fora do nosso país por um período de pelo menos um ano. Falaremos mais sobre missões por aqui, dos desafios e realidade em torno dessa escolha de vida.


E para inspirar um pouco seu coração, assista o vídeo Narrado por Loren Cunningham, fundador de Jovens com Uma Missão (JOCUM), “Eu Sou um Missionário”.