CRISTÃS:PRECISAMOS FALAR SOBRE O FEMINISMO

Atualizado: 13 de Ago de 2018



Antes de começar a ler este texto, reflita acerca das suas concepções sobre o movimento feminista. Recorde-se de tudo o que já ouviu falar sobre tais ideias, daquela amiga que defende o movimento e como ela argumenta sobre, lembre-se, até mesmo, de alguma aula em que o assunto veio à tona ou de alguma conhecida que se diz veementemente contra os ideais feministas.


Se você conseguiu arquitetar um acervo de informações recebidas sobre o feminismo, já está preparada para ler sobre tal.


Primeiramente, é indispensável que as mulheres, sendo elas cristãs ou não, entendam que o Feminismo é um movimento antigo caracterizado por ondas que mudavam suas reivindicações de acordo com a época vivida. É exatamente por isso que cabe a você, leitora, se recordar dos seus conceitos sobre o movimento, pois eles podem ter sido mudados de acordo com as ondas ou, simplesmente, podem ter parado no tempo. Mas a questão central ainda não é essa.


O Feminismo, luta pela igualdade de direitos entre o homem e a mulher, e esse é um aspecto que não mudou desde seu início. Mulheres de diversas classes, idades e lugares se uniam por um único propósito: ter acesso às mesmas coisas que os homens tinham, sem preconceito e sem marginalização. Esse aspecto, em especial, perpassou todos os séculos e, ainda hoje, mulheres se reúnem com o intuito de garantir direitos semelhantes aos dos homens. Desde então, é comum vermos indivíduos que já participaram protestos, afim de lutar pelo direito da mulher – protestos estes que podem variar entre uma discreta passeata com reivindicações bem explícitas, ou mulheres gritando na rua com “outras coisas” bem explícitas.


No entanto, até que ponto a luta é apenas por direitos iguais?

A luta por direitos iguais é totalmente cabível independentemente da época. A sociedade é formada por seres que se diferenciam somente em determinados aspectos, mas todos estão suscetíveis às mesmas coisas. Portanto, é importante que as leis respaldem a todos, desprezando as diferenças – sejam elas raciais, financeiras, sexuais, religiosas, etc. Nesse caso, é possível conciliar a fé cristã com tal luta por igualdade, visto que todos os seres humanos são dignos dos mesmos direitos. A lei deve se aplicar a todos da mesma forma.


As mulheres, obviamente, não foram criadas para receberem salário inferior, nem para fazerem apenas o trabalho doméstico e, muito menos, para tolerarem assovios e frases indecentes enquanto caminham na rua. Deus as criou com um propósito muito maior e que nunca se resumirá ao tratamento que algumas recebem dos homens que as circundam. Isso é uma questão de respeito, e respeito independe do gênero, ou seja, todos merecem. O detrimento se inicia quando algumas mulheres abusam do direito de ser respeitadas e o usa como pretexto para pregar ideias alheias à fé cristã.


A contradição se dá a partir do momento em que a luta por direitos iguais vai além das leis e entra em contraste com o convívio moral, com o contrato social e, até mesmo, com a Bíblia.


Quando o indivíduo se diz cristão, a vida dele é (ou deve ser) pautada na Bíblia. Ter os ensinamentos bíblicos como regra de vida e fé, exige que o indivíduo se apegue a ideias que são consideradas ultrapassadas no mundo pós-moderno. A Bíblia, para um cristão, é a própria palavra e revelação de Deus para seus filhos, e ela nos garante que o ser humano foi criado à imagem e semelhança do seu Pai, tanto o homem como a mulher (Gn 1.26-27).


A princípio, Deus Pai criou o homem, o qual habitou na Terra sozinho durante determinado tempo e, logo em seguida, vendo que não era bom que o homem vivesse sem companhia, Ele criou a mulher (Gn 2.18). Ok, todos conhecem essa história, mas é a partir dela que se encontra respaldo para afirmar que o ideal de igualdade é tratado de forma diferente na Bíblia.


Deus Pai criou homem e mulher a sua imagem e semelhança, mas os criou diferentes entre si. Logo, não existe igualdade de gêneros na Bíblia, visto que cada um tem seu papel específico na sociedade. Se baseamos nossa vida na fé cristã, temos a plena convicção de que Deus criou o homem e a mulher de forma biológica, física e psicologicamente diferentes para que cada um desempenhe sua função da melhor maneira. Tais papeis foram deturpados por uma sociedade patriarcal e machista (SIM!) que abusava da palavra de Deus como pretexto para colocar o homem no centro, como o principal. Isso leva, ainda hoje, problemas em relações heterossexuais, em que há um domínio opressor do homem sobre a mulher – ou vice-versa.


No entanto, ambos papeis são importantes. A mulher não é menos que o homem, mas não deve querer se comparar a ele, pois cada um tem sua função e são funções distintas, mas que se completam no final. Não cabe à mulher cristã lutar por uma igualdade que vai além da Bíblia. Deus nos ama de forma igual, e essa é única a semelhança pela qual vale a pena lutar para que o mundo entenda.


A sociedade atual é extremista e é quase inevitável nos sentirmos influenciadas por determinado tipo movimento. São muitas causas e lutas sendo levantadas e se alguém, porventura, não o faz, é taxado como um indivíduo sem opinião formada. No entanto, cabe ao cristão levantar apenas a uma única bandeira, que é a do Evangelho, pois somente através dele, é que somos instruídos a lidar com quaisquer lutas sociais, não sendo radicais, mas sábios, pois é para isso que Cristo nos chama.

Por Isabela Narente

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