Depender e obedecer a Deus



Jó 22. 21-25 – “Sujeite-se a Deus, fique em paz com ele e a prosperidade virá a você. Aceite a instrução que vem da sua boca e ponha no coração as suas palavras. Se você voltar para o Todo-poderoso, voltará ao seu lugar. Se afastar da sua tenda a injustiça, lançar ao pó as suas pepitas, o seu ouro puro de Ofir às rochas dos vales, o Todo-poderoso será para você prata seleta.”


Esses versículos fazem parte de uma série capítulos em que Bildade e Zofar, amigos de Jó, tentam convencê-lo de que ele estava passando por aquela situação difícil devido à sua falta de comunhão com Deus e devido aos seus pecados. Naquele tempo, acreditava-se que os reveses (as “más-sortes”) aconteciam porque a pessoa estava em pecado. No entanto, disso tudo, quero destacar uma parte que, apesar de ter sido dita com outro propósito, é algo que faz sentido para os nossos dias e para nossas vidas:


v. 23-25: “Se você voltar para o Todo-poderoso, voltará ao seu lugar. Se afastar sua tenda da injustiça, lançar ao pó as suas pepitas, o seu ouro puro de Ofir às rochas dos vales, o Todo-poderoso será para você prata seleta”


O ponto que desejo chegar é: DEUS NÃO OCUPA O SEGUNDO LUGAR. Uma vez ouvi isso em uma pregação e, desde então, isso ficou na minha mente. Na época, achei forte, mas percebi que isso faz total sentido. Esses versículos dizem que se nos voltarmos para Deus, retornaremos ao nosso lugar de origem, isto é, nascemos para habitar na presença de Deus, e a presença de Deus não se limita a lugares físicos.


Esses versículos também dizem sobre lançar fora nossas riquezas, porque, deste modo, Deus será a nossa única riqueza. De fato isso é real! Quando paramos de nos agarrar às coisas que podemos ver, começamos a exercer a nossa fé de fato. Tudo o que temos, veio primeiro dele e que não há vantagens em confiar em nós mesmos. O nosso coração é enganoso e o apóstolo Pedro, que caminhava lado a lado com Cristo, prova o quanto o coração do homem é um impostor quando ele nega Jesus (Mt 26.34-35). Ele foi emocional em dois momentos:


- PRIMEIRO: Quando ele afirma que jamais negaria Jesus, nem que isso o levasse à morte.

- SEGUNDO: Quando ele negou Jesus por temer a morte (ou por quaisquer outros motivos).

Pedro prova por A mais B que o nosso coração é enganoso demais. Que vantagem há em confiar em nós mesmos se tudo o que acreditamos ter não vem de nós?! Devemos ser dependentes de Deus e obedientes também, pois ambas características se entrelaçam.

Por exemplo, o chefe nós obedecemos porque dependemos dele para trabalharmos; Pai/mãe nós obedecemos porque dependemos deles de diversas formas (emocionalmente, financeiramente,...); Professor nós obedecemos porque dependemos dele para aprender. Enquanto a Deus, obedecemos de fato a Ele? Talvez não, por não entendermos que DEPENDEMOS DELE.


A dependência que eu digo aqui não é sobre interesse, mas sobre gratidão, porque quando entendemos o real sentido disso, o nosso coração se inclina com gratidão e respeito. É preciso depender de Deus porque Ele é o nosso lugar de origem. Começamos a depender de Deus quando entendemos que a força que temos não é nossa e que as nossas reservas podem acabar um dia.


“Mas como vou depender de Deus se, às vezes, nem o ouço?”

Esteja certo de que Deus não vai se comunicar com você de uma forma que você não entenda. Ele rasgou o véu que nos separava dele justamente porque quer ter comunhão conosco, mesmo no silêncio. Ele se vestiu de palavra para que entendêssemos o real sentido do evangelho.


A obediência a Deus é fruto do nosso amor a Ele. Amar a Deus consiste em obedecê-lo, e obedecê-lo não é pesado (1 João 5.1-3). Todas as vezes que você sentir que está difícil ou pesado, ore e alinhe o seu coração. Pergunte a Ele o porquê da dificuldade e peça para que Ele te carregue, te dê forças. Depender dele nos leva a lugares que sozinhos e com nossas próprias forças não podemos ir.


Sempre se lembre de que as coisas do alto são leves. Quando dependemos Dele, tudo se torna mais simples, porque estar Nele é o nosso lugar de origem. A dependência a Deus começa quando assumimos que não somos suficientes. Ela começa quando percebemos que a nossa força não é a nossa de verdade.


Por Isabela Narente

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