as perês indicaM: Feminilidade Radical

Atualizado: 16 de Abr de 2019



Por alguns anos, perguntei-me: o que Deus tem a dizer para nós mulheres? Conheci diversas irmãs com os pensamentos mais diferentes, encontrei amigas feministas ativistas com os discursos mais variados. E o questionamento insistia: o que Deus tem sobre e para nós mulheres? Que quer dizer submissão e modéstia? O que as mulheres podem assumir na igreja? E foi lendo Feminilidade Radical, da autora Carolyn McCulley, que pude sanar algumas dessas dúvidas.


Jornalista certificada em Estudos Femininos, Carolyn fornece uma visão histórica do movimento feminista, explicando seu surgimento e as correntes em que se desdobrou de forma clara e realista. Afinal, antes de qualquer coisa, precisamos compreender quais eram e quais são as principais pautas políticas, econômicas e sociais do movimento. E eis que surge uma reflexão clara: O feminismo tornou-se necessário por causa da natureza pecaminosa do ser humano.


Pecadores estes que não seguiam o ideal bíblico do casamento cristão embasado em respeito, fidelidade e segurança. Homens que humilhavam, agrediam suas esposas e filhos, limitavam a liberdade delas por razões egoístas e as viam como objetos. Isso não é bíblico. E a batalha não é contra os homens. Ela é uma guerra espiritual contra o pecado.


“Quando você se dá conta de que homens têm subjugado mulheres por milhares de anos, você pode apenas se perguntar por que levou tanto tempo para que o movimento feminista se formasse. É infelizmente raro encontrar um casamento em que o esposo reconhece que ele carrega a responsabilidade da liderança e a exerce em humildade e amor, ao invés de em força e autoritarismo. Embora eu também seja contra muito do que o movimento feminista advoga, eu entendo por que ele surgiu. Eu acredito que se os homens cristãos fossem os líderes-servos do lar, ao invés de machistas presunçosos, o movimento feminista teria acabado em morte rápida e indolor. Se os homens tivessem buscado maneiras de ter os dons e talentos de suas esposas desenvolvidos e utilizados, ao invés de tomar uma bela pessoa e a tornar em pouco mais que uma escrava pessoal, se os homens não tivessem distorcido essa doutrina de liderança, nós não teríamos os problemas atuais entre homens e mulheres em nossa sociedade [...]. Estou cansado de ouvir que as feministas são responsáveis pela decadência da família. Temos que colocar a responsabilidade onde ela é devida — nos cabeças dos lares” (Richard L. Ganz, 20 Controversies That Almost Killed a Church, citado em Feminilidade Radical).


Apesar de concordar com as palavras, Carolyn rapidamente se sai rapidamente da questão masculina e passa à uma conversa com mulheres sobre temas essenciais, demonstrando como a aparente necessidade do feminismo alterou a visão do que é ser uma mulher. “A feminilidade bíblica não é um molde de tamanho único. (...) Viver de acordo com os princípios bíblicos hoje requer que as mulheres sejam ousadas o suficiente para permanecer firmes contra filosofias e fortalezas que buscam destruir a Palavra de Deus e sua autoridade”.


Passeando por temas como maternidade (e o aborto), casamento, lar, chamado bíblico e vulgaridade, Carolyn apresenta o que ela mesmo descreve como o livro que gostaria de ter lido quando se converteu. Suas palavras tornam o Feminilidade Radical uma obra essencial para qualquer jovem moça. Além disso, o mais impactante do livro está nos depoimentos encaixados após cada capítulo. Conhecemos mulheres que viveram em questionamento por quase toda a vida, mulheres que foram abusadas, humilhadas e esquecidas, que se submeteram a relações abusivas, a abortos e à violências físicas e psicológicas. Mulheres que compreenderam pela dor que nós não somos donas de nós mesmas. Somos do Pai e seremos o que Ele nos chamou para ser e nem por isso somos menos livre, afinal, Ele nos libertou da culpa, do pecado e da dor.


Ele nos escolheu apesar de todos os erros e ofereceu um amor redentor.


Carolyn nos lembra que, acima dos paradigmas enfrentados pelas mulheres, há a forma como Jesus as tratava, sentando aos pés delas, recebendo sustento financeiro delas, se dirigindo àquelas que eram rejeitadas. Jesus inseriu as mulheres em seu ministério sem esquecer o ensino da Bíblia sobre papéis no casamento e na liderança espiritual. “Embora Jesus tenha feito muito para corrigir o status das mulheres em seu tempo, a única coisa que ele não fez foi selecionar uma mulher para uma posição de liderança. Jesus afirmou a igualdade de homens e mulheres como também apoiou o plano bíblico de papéis complementares”.


Deus fez o homem e a mulher igualmente à sua imagem e semelhança. Ele os criou para serem complementares, na vida, em casa e na igreja. Os uniu para edificar o mundo, para ensinar e transmitir o amor do Pai. Jesus caminhou entre nós e cuidou das mulheres assim como cuidou de homens. Ele curou e restaurou e segue fazendo isso até hoje. “Jesus corrigiu esses falsos padrões de comportamento entre os religiosos de seu tempo e então nos apontou para a única coisa que é realmente necessária para homens e mulheres — adorar-lhe”.


Somos mulheres como o Pai nos criou. Somos libertas porque ele nos limpou. Ainda que o mundo não compreenda e ache nossas escolhas limitadoras. Lembre-se: nós podemos muitas coisas, apenas não queremos algumas delas. Nós escolhemos seguir pelo caminho estreito porque fomos escolhidas e amadas. Então nos deixem ser como ele nos chamou para ser: livres.


Por Mariah Costa

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