Mulheres fascinantes também erram

Atualizado: 5 de Set de 2018


A mulher moderna ganhou o seu espaço na sociedade, exalando determinação, força e independência. Porém, a mulher moderna tem deixado de lado a sensibilidade e a espontaneidade, muitas vezes. A sociedade tem nos cobrado perfeição. Cada vez mais temos medo de falhar, de assumir quem realmente somos. Temos que entender que mulheres fortes também erram. Mulheres fortes sentem medo, e tudo bem por isso. Mulher fortes, muitas vezes, ficam ansiosas. Mulheres fortes têm traumas e cicatrizes. Mulheres fortes, às vezes, só precisam de um lugar seguro para chorar e expor quem realmente são. A força não se encontra na ausência de falhas, mas na capacidade de se reconstruir e se superar. Aliás, temos uma capacidade incrível para recomeçar. Identidade. Precisamos pedir para Deus expor para nós mesmas quem somos. Só nele conseguimos ser mulheres autênticas, sensíveis, espontâneas e, ao mesmo tempo, fortes e determinadas, porque nele sabemos quem somos e, quando entendemos, nada pode nos abalar. Começamos a não precisar mais de migalhas de amor, nem de elogios. O mal da mulher moderna tem sido ser forte por fora, mas não conseguir chorar os seus fracassos e nem os reconhecer.


Ei, está tudo bem em errar! Não queira ser o que você não é só porque você acha a personalidade da pessoa do seu lado mais interessante que a sua. Não se martirize. E quando não entendemos isso, começamos a cobrar muito de nós mesmas e das pessoas que estão do nosso lado. Cobrar o que nem nós temos para dar. Cobrar o que nem nós podemos dar. Não podemos cobrar aquilo que deve ser natural e espontâneo. Começamos a ter a mania neurótica de querer fazer com que as pessoas que estão do nosso lado sejam exatamente aquilo que esperamos, idealizamos ou sonhamos. Até onde você quer que o outro mude apenas para suprir uma vaidade sua, e não para que outro melhore de fato? Pare com a necessidade neurótica de querer mudas as pessoas. Não estou dizendo que não podemos sair da zona de conforto e melhorar, mas pare de idealizar as pessoas do jeito que você quer.


O segredo do verdadeiro amor é a liberdade, porém nunca vamos conseguir isso de fato, se não colocarmos todas as nossas expectativas em Jesus - Ele nos dá muito mais daquilo que precisamos, pedimos ou queremos. Não tenha a necessidade de estar sempre certa, nada é mais relaxante do que ser um ser humano consciente de suas imperfeições e falhas. A sua força não se encontra nas suas convicções inabaláveis, na sua capacidade de não chorar diante das dificuldades, no seu trabalho, no que você conquistou até aqui ou no que você sabe fazer. A sua força se mostra quando você cede, quando você não se preocupa em perder; quando você pede perdão, quando você, assim como Jesus, não precisa se preocupar em responder as perguntas que confrontam quem você é, porque você simplesmente sabe quem você é. A sua força se mostra quando você olha para as pessoas e consegue não pensar só em si e sente a dor do outro; quando você olha para si e consegue ver uma pessoa cheia de falhas, porém com muita de capacidade para recomeçar. Sim, isso é força. É não desistir de ser parecida com Ele.


Quando eu lembro da história de Maria, mãe de Jesus, eu penso em uma mulher extremamente forte, cheia de fé, determinada, porém extremamente sensível e espontânea. Não podemos ser extremistas, precisamos encontrar o equilíbrio. Tenha a convicção de que quem não entra em camadas mais profundas do próprio ser, vai viver sempre na superfície. Se permita ir além. Se conheça, mas nunca se faça de vítima, nem se diminua. Seja você mesma, não represente. E tenha em mente que a mulher moderna, antes de querer ser uma grande mulher no exterior, precisa ser uma grande mulher no interior. Temos muito fantasmas internos que precisam ser reconhecidos e tratados, não podemos fingir que não estamos vendo ou sentido.

Sim, mulheres fortes choram, e choram muito. Mas são felizes e autênticas, porque Jesus, o Noivo fiel, nunca decepciona.


Que você olhe no espelho de sua mente.

E, se olhar, não tenha medo de se enxergar.

E, se enxergar, seja autônoma, reconheça seus defeitos.

E, se reconhecer, seja analítica, não se puna, nem se diminua.

Esteja sempre pronta para recomeçar.

(Augusto Cury)


Por Fernanda Pires

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