Mulheres para a glória


Dia após dia, encontramos em todos os lugares o que esperam de nós, mulheres. Que sejamos bonitas, saudáveis, atléticas, educadas, gentis, puras e perfeitas. A televisão, o outdoor e o Instagram nos dizem quem devemos ser e assim esquecemos a voz que realmente deveríamos ouvir: a do Pai.


Quantas de nós foram educadas como se a finalidade de ser uma mulher fosse agradar um homem? Quantas de nós aprenderam que a virgindade, a elegância, a beleza e a humildade deveriam ser parte da check-list para sermos amadas pelos nossos maridos? Enquanto absorvemos isso, esquecemos que estes mesmos, nossos maridos, fazem parte do propósito de Deus. Esquecemos que tudo é sobre Ele.


Em Tito 2:3-5, encontramos uma mensagem clara do que o Senhor espera de nós, jovens, hoje e no futuro, quando formos maduras: “Aconselhe também as mulheres mais idosas a viverem como devem viver as mulheres dedicadas a Deus. Que elas não sejam caluniadoras, nem muito chegadas ao vinho. Que elas ensinem o que é bom, para que as mulheres mais jovens aprendam a amar o marido e os filhos e a serem prudentes, puras, boas donas de casa e obedientes ao marido, a fim de que ninguém fale mal da mensagem de Deus!”.


Assim, vamos ao encontro do recado primordial: tudo o que fizermos deve ser para a glória Dele. O amor mais sublime e perfeito não é terreno, e a parte mais encantadora disso é que este sentimento não depende do que fazemos: ele apenas existe. Quando tomamos determinadas decisões, como a de guardar o nosso corpo, fecharmos a boca contra a fofoca e evitarmos o álcool, não é para que nossos maridos (ou qualquer humano) sejam satisfeitos. É para que a palavra do Pai seja afirmada.


A satisfação humana é uma consequência da felicidade de Deus. Afinal, quando cumprimos o desejo Dele, aqueles que o amam também se alegram porque enxergam em nós o rosto do Pai. Lembre-se que o julgamento do Senhor não é como o dos homens, e que a formosura externa passa e engana - aliás, tudo que o mundo valoriza, passa. São prazeres momentâneos. Vivemos a era dos que querem ser felizes agora apesar das consequências que virão amanhã.


Quando você escolhe ser obediente, é por acreditar na honra aos pais e ao marido. E a obediência não no sentido amedrontador, mas respeitoso e carinhoso. Quando você escolhe não ingerir bebidas alcoólicas, é porque a embriaguez te afasta da racionalidade. Quando você escolhe perdoar, é porque Ele perdoou você antes mesmo que o erro existisse. Quando você sonha, é por acreditar no propósito que Ele traçou para você.


Quando você escolhe ser amorosa, bondosa e educada, é porque o amor do Senhor será transmitido aos outros através da sua doçura. Quando você escolhe permanecer virgem até o casamento, não deve ser pelo medo de ser julgada, mas pela vontade de honrar o plano de Deus, que conectou o sexo à união eterna entre dois. Quando você escolhe ser mãe é porque o Pai nos agraciou com o dom da vida e nos deu a oportunidade de nutrir uma criança com uma parcela do amor Dele por nós, que somos filhos.


Não é pela pressão social ou pelo medo de rejeição em casa. É por Ele. Não é por outro homem ou mulher. É por aquele que nos amou antes de tudo. É pelo prazer que há em cumprir e honrar o ensinamento de Deus para que ninguém duvide da graça e para que todos enxerguem em nós o poder de Cristo que restaura, ama e embeleza o que há de pior em nós.


De que nos valerá mil likes em uma foto, um corpo escultural, um sorriso brilhante, as jóias e vestidos mais caros se Ele não estiver em nós? Não existe obrigação. Se nós queremos agradá-lo, não é pelo temor, mas pela devoção. Garota, nenhuma pessoa amará e respeitará você como o Pai. Então de que valerá ser perfeita a olho nu mas estar longe Dele? De que valerá ter a paixão e prazer do mundo e se perder dele? Você só precisa se encaixar em um único lugar: os braços de Deus.


Por Mariah Costa

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