Na escuridão encontro a Luz


Olho ao meu redor e vejo apenas escuridão. De olhos fechados, tento ensurdecer o barulho que me persegue e esquecer do caos. O silêncio grita. Olho para dentro de mim. Na escuridão, encontro a luz. Encontro você: meu par, Espírito Santo.


“E eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês.” Jo. 14:16-17


Quantas vezes nos encontramos em momentos nos quais nos sentimos sós. Tudo parece estar fora do seu lugar. A única certeza que temos é da escuridão ao nosso redor. Mas a verdade é que nunca estamos sós.


Nosso grande problema é a ótica sob a qual escolhemos olhar as situações. Quando nos vemos no escuro, logo nos desesperamos, afinal de contas, a única coisa que vemos é... Na verdade, não vemos nada. Encaramos o fato de não vermos, não ouvirmos e de perdermos os sentidos como um problema, mas perder os sentidos é, muitas vezes, um escape.


Tente imaginar: o caos está instalado ao seu redor, barulhos ensurdecedores, a luz se apresenta tão forte que faz seus olhos doerem. Não seria melhor ser levada a um lugar isolado de silêncio e escuridão total?


A agitação sob a qual, muitas vezes, estamos submetidas só serve para uma coisa: tirar nosso foco. O caos que se instala – “[...] no mundo tereis aflições, [...]” Jo 16:33 – tira nossos olhos daquilo que realmente importa: Jesus. Por isso, algumas vezes, é preciso que sejamos levadas a esse lugar de escuridão e silêncio, para que recuperemos nosso foco.


Olhar para o Espirito Santo é tudo que precisamos e, apesar do silêncio, Ele está muito perto: “vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês.” Jo 14:17. Precisamos aprender a lidar com situações de desconforto. Nesses momentos, exercemos a nossa fé. A palavra nos diz que “… A tribulação produz a paciência e a paciência a experiência e a experiência a esperança.” Rm 5:3.


Os processos pelos quais precisamos passar são para que aprendamos a exercer a espera, adquiramos paciência e, por fim, a esperança. Bem sabemos, pois, que “[...] Cristo em vós, esperança da glória [...]”Cl 1:27.


Em Cânticos 4.1, a palavra diz “Como és bela, minha amada, como és bela! São pombas teus olhos escondidos sob o véu.”. As pombas têm visão binocular, há necessidade de ajustar o olhar para o objeto de atenção, independentemente da situação, ou seja, elas podem focar em apenas uma coisa por vez. Essas aves também são chamadas de “pássaros do amor”, pois geralmente seus olhos estão focados em seu par.


Aproveite o silêncio desse lugar de escuridão para tirar os olhos das adversidades e focar em seu par, o Espirito Santo.


Por Isabel Rodrigues

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