Olhando o outro como Jesus


Uma verdade que percebo diariamente é como as pessoas não são acostumadas a serem cuidadas, a receberem elogios e favores gratuitos. A cultura que se tornou natural foi a de dar para receber. Além disso, evitamos a todo custo agradar o ego alheio (gerando prepotência) a todo custo, e assim, vivemos esperando que o outro sempre aja com crítica, raiva e boicote na primeira oportunidade.


As pessoas não esperam ser tratadas com o mesmo amor que Jesus tem por elas. Na verdade, a maioria não percebe o quanto são amadas e preciosas. Cansadas da rotina e traumatizadas pelas indiferenças rotineiras, elas não vêem a verdade que o Senhor tem sobre suas vidas e imaginam ser impossível receber atenção e carinho de todos, não apenas de estranhos.


Quantas vezes vemos pessoas se surpreenderem ao som de um “bom dia”? Quantas vezes lidamos com recusas insistentes de favores pequenos sob a desculpa de não querer causar incômodo? Quantos vimos chorar em silêncio sem um ombro para abraçar, sem pedir ajuda? A vida cristã nos chama para cuidar do outro. O velho e clássico “amar o outro como a si mesmo” que ouvimos repetidamente e não entendemos.


Amar a si e repassar esse amor aos outros, pra que estes sintam Jesus através de você. O autor de Hebreus dá uma lição sobre empatia e cuidado: “Seja constante o amor fraternal. Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber, alguns acolheram anjos. Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos que estão sendo maltratados, como se vocês mesmos estivessem sendo maltratados” (Hebreus 13:1-3).


Você deve olhar para o outro como Jesus olha, perdoando, aconselhando, orientando, exortando com paciência e cuidado. Precisamos exercer o hábito de enxergar beleza em quem divide a jornada conosco e expressar essa cumplicidade. Esteja disposto a elogiar, a ajudar, a ouvir e agir com benevolência. Isso faz bem ao outro, mas também ao nosso próprio coração, alegra o Senhor ver seus filhos vivendo com plenitude.


Uma reflexão: uma amiga e eu no trabalho nos elogiamos diariamente, mesmo naqueles dias em que fomos com a primeira roupa achada e o cabelo bagunçado. Sempre fazemos questão de ressaltar a beleza uma da outra (não apenas a física, mas a interior também), e fazemos isso também pelas outras que trabalham ao nosso lado. No início, muitas ficam constrangidas e surpresas, porém depois se acostumam e aderem ao hábito. Precisamos lembrar ao outro o que ele foi chamado para ser. Precisamos reverberar o bem. Não apenas para estranhos, mas para aquele que divide a vida conosco.


“Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos” (Colossenses 3:12-15).


Por Mariah Costa

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