Quando os sentimentos me enganam



“Agora a fé é a garantia (título de propriedade, confirmação) das coisas esperadas (divinamente garantidas), e a evidência das coisas não vistas [a convicção de sua realidade - a fé compreende como fato o que não pode ser experimentado pelos sentidos físicos].” Hb 11.1


A fé é a certeza daquilo que não vemos. Se, portanto, ‘cremos’ sem ver, por que queremos SENTIR? E, diante disso, o que realmente significa sentir Deus?


A todo instante nos pegamos em situações nas quais queremos receber de Deus uma confirmação de Sua ação e da Sua presença. Proclamamos aquilo que Sua palavra diz, mas não vivemos, de fato, aquilo que ela nos ensina!


Quantas vezes nos pegamos em ambientes – como igrejas, por exemplo – nos quais queremos SENTIR a presença de Deus e isso não acontece? Nessas horas nos vemos tão atordoadas e perdidas que buscamos, dentro de nós, algo que explique por que não estamos sentindo NADA.


Mas será que isso é verdade? Será que realmente não sentimos nada? Será que não sentir é de fato um problema?


Eu, por exemplo, já me vi em situações nas quais olhava ao meu redor e via as pessoas demonstrando manifestações de que sentiam a presença do Pai: choravam, riam, dançavam... Eu, contudo, embora convicta de Sua presença, não sentia absolutamente nada. Diante de momentos como esse, eu buscava apenas crer no que a Sua palavra diz a respeito de Seu Espírito habitar dentro de mim e desfrutava de Sua presença em fé, embora meu corpo físico não sentisse nada.


Nós, na verdade, nos acostumamos àquilo que acreditamos ser as formas como Deus se manifesta, e a verdade sobre acreditar naquilo que não se vê se perde no meio de nossa busca por sensações.


Nossos sentimentos nos confundem e a Bíblia não nos deixou a parte disso. Jeremias 17.9 diz “O coração é enganoso acima de todas as coisas e está extremamente doente; Quem pode entendê-lo plenamente e conhecer seus motivos secretos?”. Sim, nossos sentimentos nos confundem muitas vezes e acreditamos que, por não estarmos sentindo nada, Deus não está presente.


Não há problema em querermos sentir algo, mas não podemos deixar que essa necessidade nos guie. Assim como Deus apenas deu a Abrão uma palavra – vai –, muitas vezes, Ele quer fazer assim conosco. E como aprendemos com o Pai da fé: “ primeiro a palavra vem, em fé, eu creio e vou; depois, vejo.”


Em seu livro Siga-me, David Platt disse que é impossível separar a fé que temos em Cristo de nossos sentimentos por Ele. Somos a imagem e semelhança de nosso Pai e Ele também tem sentimentos por nós.


Só podemos sentir algo se crermos. A diferença entre a fé e a nossa busca por sensações está no fato de que primeiro cremos e depois sentimos. Portanto, devemos nos apoiar na nossa fé em Cristo e não naquilo que buscamos sentir.


“A fé é o combustível do sentimento” ( Jonathan Edwards).



Por: Isabel Rodrigues

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