Religião X Evangelho

Atualizado: 23 de Nov de 2018


Quero começar esse texto alertando você, querida peregrina, que, apesar do que algumas pessoas entendem, religião e evangelho são duas coisas completamente distintas. E quero te dizer que é possível que alguém viva uma vida inteira apenas uma religião sem jamais ter conhecido a Cristo. Por isso espero que, através desse texto, você possa abrir os olhos e analisar: Estou vivendo apenas um conjunto de regras de conduta ou estou dia após dia sendo transformada pela verdade do evangelho de Jesus?


Eu garanto que, caso você esteja no caminho errado, não é tarde para recomeçar. Infelizmente, para a maioria dos não cristãos, os seguidores de Cristo são conhecidos principalmente por aquilo que eles não podem fazer - como se a vivencia de uma vida respaldada na palavra de Deus fosse resumida em um conjunto de regras do ‘‘Não é permitido’’. Não podemos consumir bebidas alcoólicas/drogas, frequentar festas ditas mundanas, ficar com garotos, ter uma vida sexual ativa antes do casamento, xingar, ver pornografia ou usar roupas sensuais. E, apesar do que se pensa cumprir, essas regras não são o Evangelho! De nada adianta obedecer a regras se o seu coração nunca teve uma experiência com Jesus.


O cumprimento disso que falei anteriormente é apenas o resultado de um contato verdadeiro com Cristo e o fim disso é um caráter totalmente novo, moldado por Jesus. Eu digo a você, peregrina, com toda convicção do meu coração: é muito fácil abrir mão de todos os prazeres desse mundo quando se Tem a Cristo. Assim como aquele homem que vendeu tudo o que tinha para possuir o tesouro, Jesus é a perola de grande valor (Mateus 13:44).


Todavia, se não tivermos a Ele, renunciar qualquer coisa se torna algo doloroso e impossível, e isso não combina com o fardo leve que nos foi prometido. Diferentemente do homem que vendeu tudo o que tinha, o Jovem rico que, apesar de obedecer as Leis, não foi capaz de vender seus bens e seguir a Cristo (Lucas 18:18). Religião é quando fazemos as coisas por obrigação, enquanto o evangelho é quando fazemos essas mesmas coisas pelo coração, ou melhor, porque amamos a Deus.


Como um bom pai que Ele é, não espera de nós uma obediência forçada e imposta, mas algo que desejamos e, por livre e espontânea vontade, buscamos. A religião faz de Deus um devedor como se, por cumprimos as leis, Ele tem a obrigação de nos abençoar e fazer aquilo que pedimos. Já o evangelho, nos mergulha na gratidão por entendermos que fomos salvos pelo amor absurdo de Deus, e que tudo o que fizermos ainda é pouco pelo preço que foi pago por Jesus em nosso lugar.


Ele nos ama e não importa o que façamos, isso diz respeito a quem Ele é, e não por quem nós somos. Não é na força do nosso braço, mas por intermédio de Jesus. As renúncias da vida cristã não servem para alcançarmos a aceitação de Deus, “porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” (Romanos 10:9). Apenas crer já é o suficiente. A incrível graça de Deus que mata um santo para poupar pecadores está sobre nós. E, porque ela nos encontrou, o que antes brilhava não brilha mais, pois a luz que irradia de Jesus fez com que todas as outras coisas parecessem nada diante Dele, que é tudo.


(Texto inspirado na palavra que mudou a minha vida, ministrada pelo pastor com mais lágrimas nos olhos que conheço: Ricardo Massay.)


Por Marjorie Aleixo

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